O banco central da Coreia do Sul, o Banco da Coreia, confirmou que não tem planos para incorporar Bitcoin nas reservas cambiais do país. Esta decisão surge em resposta a uma consulta do Representante Cha Gyu-geun do Comité de Planeamento e Finanças da Assembleia Nacional. O banco central expressou preocupações sobre a elevada volatilidade do Bitcoin, o que poderá levar a custos de transação drasticamente mais elevados se o mercado das criptomoedas sofrer instabilidade. Além disso, o Banco da Coreia observou que o Bitcoin não cumpre os critérios definidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para as reservas cambiais, que exigem ativos para manter a liquidez, a estabilidade do mercado e uma classificação de crédito de grau de investimento ou superior.
Apesar do crescente interesse global na ideia de reservas nacionais de criptomoedas, após iniciativas como a decisão do governo dos EUA de estabelecer uma Reserva Estratégica de Bitcoin, a Coreia do Sul continua cautelosa. Países como o Brasil e a República Checa manifestaram mais abertura ao conceito de manter Bitcoin em reservas, mas a Coreia do Sul, juntamente com outras instituições financeiras como o Banco Central Europeu, o Banco Nacional Suíço e as autoridades financeiras do Japão, mantém uma postura cética.
O Banco da Coreia esclareceu que não reviu nem discutiu formalmente a possibilidade de adicionar Bitcoin às suas reservas. Alguns membros do Partido Democrático Coreano pediram que o banco central considerasse o potencial papel do Bitcoin no sistema financeiro do país, como se viu num seminário de política a 6 de março.
Em contraste, a Coreia do Sul tem vindo gradualmente a flexibilizar a sua posição em relação às regulamentações das criptomoedas. A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) está a trabalhar para levantar as restrições à negociação institucional de criptomoedas e está a preparar uma nova estrutura legal para a supervisão das stablecoins. Além disso, os decisores políticos estão a considerar permitir fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas, o que poderá abrir novas oportunidades no setor financeiro do país. Isto marca uma mudança para um ambiente regulatório mais flexível, embora a posição do Banco da Coreia sobre o Bitcoin permaneça firmemente cautelosa por enquanto.